Artigos

Neuropsicologia

A neuropsicologia é uma área nova do conhecimento e pouco divulgada, por isso, surgem muitas dúvidas, por exemplo: é uma área exclusiva do psicólogo? É uma área do neurologista? Outros profissionais da saúde podem fazer a especialização?
Essa especialidade é um ramo da Neurociência e não da Psicologia ou do Neurologista como muitos acreditam. O psicólogo e todos os outros profissionais da saúde como: fonoaudiólogo, Terapeuta ocupacional, fisioterapeuta etc podem fazer a especialização, porém até o momento apenas o Conselho de Psicologia a reconhece como especialização, e o que isso quer dizer? Que o psicólogo poderá divulgar que é um neuropsicólogo. Mas uma coisa é certa: o neuropsicólogo não trabalha sozinho, ele necessita da avaliação de outros profissionais, do olhar diferenciado de outras disciplinas, pois a Neuropsicologia é multiprofissional, interdisciplinar, ou melhor, e TRANSDISCIPLINAR, pois transcende todos os estudos relacionados às especialidades.
A Neuropsicologia anda de mãos dadas com a Neuroanatômia, pois nenhum comportamento deverá ser justificado, ou seja, explicado sem embasamento fisiológico, anatômico. Todo comportamento deverá ser “encarnado”, ter base(s) neurobiológicas e da cognição.
Cognição é o ato ou processo de conhecer o que envolve as funções cognitivas. O profissional deverá aprofundar os estudos nas funções relacionadas a cognição e no processo do desenvolvimento destas.
As funções cognitivas são estudadas separadamente por uma questão de didática, mas elas se entrelaçam e é necessário ter uma visão apurada. As funções cognitivas são: atenção, memória, gnosia, praxia, linguagem, funções executivas, teoria da mente.
Existem instrumentos que ajudam o neuropsicólogo detectar comprometimento nas funções cognitivas, alguns testes são exclusivos do psicólogo, mas também existem outros que são específicos de outras especialidades ou que todos da área de saúde podem utilizar.
Não interessa apenas descobrir quais dificuldades, quais funções estão comprometidas, mas sim observar potencialidades que estão preservadas, pois assim será possível desenvolver, minimizar os déficits promovendo aprendizagem, e atuando assim na reabilitação do individuo.
Andréa Rose de Albuquerque Sarmento
Psicóloga/Enfermeira
Cursando especialização em Neuropsicologia pelo IDE- Recife